Gestão do design é uma ferramenta que potencia os gestores das empresas a trabalharem através de perspetivas criativas. A resolução de problemas, a valorização do projeto, o conceito e a estética, inseridos na cultura do design tornam a organização mais competitiva.

A panóplia de soluções é vasta e se bem aplicada, pode potenciar qualquer empresa, start-up e outras organizações para o sucesso a curto, a médio e a longo prazo. É, sem dúvida, a ponte entre a criatividade do design e a estratégia da gestão e numa sociedade onde a mudança é uma constante, uma estratégia criativa adequada ditará a sobrevivência de qualquer organização.

Assim como o século XX foi o século da arte, o século XXI será o século do design.

– Wolfgang Welsch

O que é a Gestão do Design de uma forma simples?

De uma forma simples, a gestão do design significa, algo como, gestão de projetos de design. Projetos esses que podem ter sido pagos por um cliente, por uma organização ou por um negócio e que são desenvolvidos por um designer, uma equipa de designers ou por um gabinete ou consultora em design. Para alguns a discussão sobre a importância da gestão do design acaba aqui, mas para outros é o início de uma grande e criativa discussão, porque a gestão do design é muito mais do que uma forma de gerir projetos de design.

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A gestão do design é sobre identificar e criar as condições para que os projetos de design possam ser propostos, faturados e promovidos implementando um pensamento de design com foco na estratégia da organização, identificando as oportunidades para o design, compreendendo e interpretando as necessidades dos seus clientes, e percebendo como é que o design pode contribuir para todo o negócio.

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Através de uma estratégia de organização sólida, promove-se e assegura-se, condições que aproximam todos os protagonistas do negócio, com o objetivo de planear um crescimento consistente a curto e longo prazo.

A gestão do design é sobre saber gerir relações com os clientes e guia-los nas decisões, construindo laços e desenvolvendo as necessárias e importantes capacidades de comunicação verbal para que as sinergias sejam cada vez mais fluídas e os objetivos consigam ser atingidos.

De uma forma simples, é sobre as capacidades que são necessárias para gerir com eficácia equipas criativas. Facilitar processos de design, liderar e inspirar criativos a desenvolver uma cultura de colaboração e capacidade sólida de comunicação visual, tornando os pensamentos e as ideias em algo tangível. Contribuindo para que a organização se torne um agente vivo, dinâmico e onde se transpire inovação.

Com as novas tecnologias cada vez mais ao alcance do consumidor, graças à globalização, torna-se uma árdua tarefa para as organizações oferecer produtos/e ou serviços cada vez mais competitivos. Os consumidores exigem agora, mais segurança e mais tecnologia, ao melhor preço, tendo em conta as suas necessidades individuais. Assim, as organizações, precisam de adquirir novos conhecimentos, aumentar os seus investimentos, aplicar as novas tecnologias, qualificar os seus funcionários e aumentar as preocupações relativas aos orçamentos e aos prazos.

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É necessário, por isso, uma coordenação integral e criativa que absorva as diferentes áreas de colaboração, desde, a integração, à exploração da matéria-prima, à produção e ao desenvolvimento do produto final.

A gestão do design, como abordagem, tem uma panóplia de aplicações, e nesse contexto a gestão do design adquire especial valor pela sua componente estratégica, auxiliando no desenvolvimento de melhores produtos e/ou serviços tendo em conta, quer os valores quer os objetivos da organização.

Procurar estar na frente da concorrência, pensando no negócio, no cliente e em todo o ambiente envolvente de uma forma holística e sistémica, é estar sensível à importância da gestão do design. Dessa maneira, conseguimos criar novas soluções, internas ou externas, para os constantes e velhos desafios e novas soluções para os novos desafios que uma sociedade globalizada encerra.

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